sábado, 7 de novembro de 2009

O Homem da Meia Noite


DICIONÁRIO DE ASSUNTOS PERNAMBUCANOS
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O HOMEM DA MEIA-NOITE
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Clóvis Campêlo
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É o mais famoso boneco gigante do carnaval de Olinda.
O bloco foi criado por Benedito Bernardino da Silva, Sebastião Bernardino da Silva, Luciano Anacleto de Queiroz, Cosme José dos Santos, Manoel José dos Santos e Eliodoro Pereira da Silva, no dia 2 de fevereiro de 1932, como uma dissidência do bloco Cariri, que saía às 4:30 horas do domingo de carnaval e se intitulava com a primeira agremiação a desfilar pelas ruas da Marim dos Caetés.
O boneco foi concebido pelos amigos e fundadores do bloco Benedito e Luciano, que o criaram para desfilar puxando o bloco à meia-noite do sábado de Zé Pereira, abrindo o carnaval da cidade.
Ao longo dos anos, foram vários os carregadores oficiais que conduziram com sucesso o boneco famoso pelas ruas e becos de Olinda: Enrique Alabamba, Amaro Biluca, Basto, Paulo 19 e Alcides Honório dos Santos, o Cidinho, este o mais famoso que conduziu com elegância o calunga por mais de 40 anos. Hoje é Pedro Garrido quem assume essa grande responsabilidade. O boneco chega a medir 4 metros de altura e pesa aproximadamente 50 quilos.
Existe na internet um site dedicado ao boneco famoso, contando a sua história e os acontecimentos e curiosidades que marcaram a sua trajetória no carnaval olindense.
É só acessar http://homemdameianoite.com.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

De olho em Cuba


POEMAS INÚTEIS
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DE OLHO EM CUBA
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De olho em Cuba,
vim do Pina lançando.
Lançando impropérios
contra a arrogância
sanguinária de Tio Sam,
lançando impropérios
contra o motociclista bêbado,
lançando impropérios
contra os buracos das ruas,
lançando impropérios
contra as aves do mangue
que insistem
em seus vôos libertários
enquanto o Homem
destrói o planeta.
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Clóvis Campêlo
Recife, 2008
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Granizos na caatinga


HISTÓRIAS INUSITADAS DO RECIFE E ADJACÊNCIAS
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GRANIZOS NA CAATINGA
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Clóvis Campêlo
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Ostentando a condição de quinta cidade mais pobre do Estado de Pernambuco, Machados foi manchete nos jornais por conta da chuva de granizos acontecida no sábado, dia 10 de março de 2001.
O fenômeno aconteceu à tarde, e, durante 30 minutos, juntamente com os fortes ventos acontecidos, a precipitação das pedras de gelo provocou o destelhamento de mais de quarenta casas e destruiu quase toda a plantação de bananas, base de sustentação econômica do município, além de derrubar outras árvores como cajueiros, cajazeiros, pés de siriguela e paus-d’arco.
Segundo o Departamento de Hidrometeorologia da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, o fenômeno foi provocado por nuvens convectivas que se formaram na região da sexta-feira para o sábado.
Além do choque térmico provocado nas plantas pela queda das pedras de granizo, com os ventos fortes os pés de bananeira foram arrancados do chão ou quebrados ao meio provocando um enorme prejuízo econômico a uma cidade que vive quase que exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios.
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Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 2001
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Casa de Banhos


DICIONÁRIO DE ASSUNTOS PERNAMBUCANOS
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A CASA DE BANHOS
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Clóvis Campêlo
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Ficava situada nos arrecifes que separam o oceano do porto da cidade do Recife, nas proximidades da antiga Ponte Giratória. Foi construída em 1880 por Carlos José de Medeiros, que solicitou autorização do Governo para a construção. Era uma construção de madeira e ferro que lembrava um navio sem mastro.
De início, funcionava como a residência do construtor e da sua família, que posteriormente resolveu explorar comercialmente o local, transformando-o em uma hospedaria para fins medicinais. Foi denominado oficialmente como Grande Estabelecimento Balneário de Pernambuco, ficando conhecido no boca do povo, no entanto, como Casa de Banhos.
Segundo a Fundaj, em 1902, possuía cinco banheiros que permitiam o uso simultâneo de 350 pessoas. Continha 102 compartimentos próprios para a higiene dos banhistas, um grande salão de refeições, duas salas, um gabinete de leitura e outras dependências.
No início do século XX, o local era frequentado pelos recifenses e também era muito procurada pelos estrangeiros, tanto para o repouso quanto para os banhos salgados nas suas piscinas naturais.
Nos jornais recifenses eram propagadas as suas condições de higiene e conforto e citadas as curas de várias doenças, inclusive o beriberi, alcançadas por hóspedes que frenquetavam o local, a preços nunca superiores aos cobrados pelos hotéis da época.
As roupas utilizadas para os banhos eram feitas de baeta, um tecido felpudo de lã, e os calções estendiam-se até os joelhos.
Consta que a Casa de Banhos transformou-se em negócio tão próspero que foi comprada pelo inglês Sydney Rodhes, que introduziu vários melhoramentos e inovações nos locais, aumentando também a tabela de preços. Isso provocou a intervenção do Governador do Estado, general Emídio Dantas Barreto, que alterou o primeiro regulamento do estabelecimento, datado de 31 de outubro de 1895, reduzindo os preços e tornando obrigatórios e gratuitos a concessão de banhos diários para vinte doentes pobre da Santa Casa de Misericórdia do Recife.
No final da década de 1920, depois de um período de decadência, a Casa de Banhos foi destruída por um incêndio.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

A forma


Foto: Clóvis Campêlo/1992
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POEMAS INÚTEIS
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A FORMA
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Quedar-se ante a dureza
da forma. Com consciência,
fazendo verso a ciência
e do verbo a natureza:
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rio que corre em leito estreito,
junção de vários conceitos.
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Cuide porém o poeta
pra que a obra, completa,
se mostre qual pele nua
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e, de poesia repleta,
a palavra seja crua.
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Clóvis Campêlo
Recife, 2007
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domingo, 18 de outubro de 2009

Bebê com cara de sapo


HISTÓRIAS INUSITADAS DO RECIFE E ADJACÊNCIAS
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BEBÊ COM CARA DE SAPO
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Clóvis Campêlo
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Segundo o Jornal do Commercio, no povoado de Gravatá-Açu, no município de Cupira, nasceu, em janeiro de 1979, uma criança com as feições de sapo.
Segundo os vizinhos, a criança, filha de agricultores humildes, assim nasceu porque a sua mãe, durante a gestação, ficou muito tempo olhando para um sapo cururu. Outros, porém, acreditavam que se tratava de coisa do diabo.
O parto foi feito por Ana Maria Dionizio. Parteira com 35 anos de experiência, ela afirmou já ter visto coisas muitos piores como em 1957 quando fez o parto, em Cupira, de uma criança com duas cabeças e com dois corações.
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Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 1979.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A mais nova companheira



CRÔNICAS RECIFENSES
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A MAIS NOVA COMPANHEIRA
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Clóvis Campêlo
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Conheci-a há alguns anos atrás e, de início, não imaginei o que ela pudesse me propiciar.
Achei apenas que seria mais uma companhia para essa vida da qual eu tenho certeza que já vivi mais da metade.
Essas coisas são assim, simplesmente acontecem, não mandam aviso, não sinalizam, não deixam que nos preparemos para recebê-las.
No entanto, não me fiz de rogado. Aceitei-a, não digo que com o coração completamente desarmado, mas com a serenidade necessária.
A primeira crise, porém, mostrou-me que a nossa convivência não seria necessariamente pacífica. Senti-me atingido e, o que é pior, privado de exercer algumas das coisas das quais mais gosto.
A crise passou e voltamos a conviver, ou melhor, coexistir pacificamente. Tive consciência, porém, de que alguns limites estavam definitivamente estabelecidos. Eu não mais seria o mesmo. Mesmo assim, a coisa não me pareceu tão trágica.
A crise seguinte aconteceria ao retornar de uma viagem a São Luís do Maranhão. Sabia que havia exagerado e extrapolado alguns dos limites durante a viagem. Mas, sabem como é: a gente viaja, fica longe do nosso habitat natural, perde algumas das referências diárias e termina saindo da linha. Não imaginava, porém, que a sua manifestação seria tão violenta. Confesso que assustei-me com o que tive de suportar. A partir daquela data, sabia que teria de tomar mais cuidados. Guardei tudo na memória. Precisava não mais me esquecer. Mas, como todos nós sabemos, a memória é pragmática e utilitária e precisa sempre reciclar os seus arquivos para puder acumular as informações que realmente são necessárias naquele momento vivido. E todo aquele conhecimento acumulado pela experiência do sofrimento saiu de cena. Mesmo assim, dois anos se passaram e nada aconteceu. Eu inocentemente com a guarda aberta e ela calada, quieta, como se nada tivesse a reclamar.
Domingo passado, amigos, inesperadamente para mim, a coisa estorou novamente. Nunca a vi tão violenta, descontrolada, raivosa, vingativa. Temi perder o controle da situação, coisa que nunca havia acontecido antes. Hoje, alguns dias depois, posso dizer que se situação ainda não se normalizou. Arrefeceu, porém. E estamos mais uma vez naquela fase de negociação, procurando estabelecer de maneira conveniente o espaço que cada um pode ocupar em paz. Confesso que desta vez passei a respeitá-la muito mais, tive a percepção exata da sua força. Não quero mais o confronto, juro. Quero viver em paz com ela. Deixo isso bem claro e evidente. Não dá para suportar a dor. Terrível. A partir de hoje, farei tudo o que ela disser. Agora eu sei quem é que dá as ordens. Não sou louco.
Rendo-me, portanto, à artrite gotosa.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ginásio Pernambucano


Foto: Clóvis Campêlo/2008
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DICIONÁRIO DE ASSUNTOS PERNAMBUCANOS
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GINÁSIO PERNAMBUCANO
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Clóvis Campêlo
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Escola mais antiga ainda em funcionamento no Brasil, foi fundada no dia 1º de setembro de 1825 por José Carlos Mayrinck Ferrão, então presidente da Província.
De início, seu nome era Liceu Provincial e não teve sede fixa por um bom tempo.
Começou com 26 alunos num dos corredores do Convento do Carmo, com professores do Seminário de Olinda.
Em dezembro de 1866, foi transferido para o prédio atual, na Rua da Aurora, ao lado do prédio da Assembléia Legislativa do Estado. Antes, funcionou na Rua do Hospício, no Cais da Alfândega e na Rua da Praia.
O prédio, tombado em 1984 pelo Patrimônio Histórico Nacional, obedece ao estilo neoclássico e foi construído por José Mamede Alves Ferreira, engenheiro responsável pela construção dos prédios da Casa da Cultura, do Hospital Pedro II, da capela do Cemitério de Santo Amaro e da grande maioria dos casarões construídos na Rua da Aurora, naquel época.
Pela escola passaram alunos ilustres como o ex-presidente da República Epitácio Pessoa, os ex-governadores pernambucanos Agamenon Magalhães, Cid Sampaio e Joaquim Francisco, além de outras personalidades como os escritores Ariano Suassuna e Clarice Lispector, o historiador Amaro Quintas e o geográfo e historiador Manoel Correia de Andrade.
Para se ter uma idéia da rigorosa disciplina da escola, no início, seu primeiro diretor, Miguel do Sacramento Lopes gama, o Padre Carapuceiro, criou um severo estatuto. Entre outras coisas, para ser matriculado, o aluno tinha de prestar juramento à Constituição do Império e, anualmente, os professores prestavam contas ao governo do desempenho acadêmico e disciplinar dos alunos.
Em 1997, as atividades do Ginásio Pernambucano foram suspensas devido às más condições de conservação do prédio, passando a escola a funcionar provisoriamente, durante as reformas, no prédio da antiga Escola de Engenharia, na Rua do Hospício.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pelas ruas do Recife


Foto: Clóvis Campêlo/2000
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POEMAS INÚTEIS
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PELAS RUAS DO RECIFE
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Pelas ruas do Recife
surge a novidade,
afirmam-se credos seculares,
renascem mitos modernos.
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Pelas ruas do Recife
dorme-se o sono dos justos,
cessam as palavras,
falam por si sós os fatos.
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Pelas ruas do Recife
caminha a humanidade,
correm as notícias,
dispara a revolução.
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Pelas ruas do Recife
travam-se todas as lutas,
cruzam-se todos os olhares,
reverenciam-se todos os deuses.
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Pelas ruas do Recife
transitam todos os anjos,
ocorrem todas as mortes,
condensam-se todas as imagens.
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Clóvis Campêlo
Recife, 1999
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Neto de Pedro Álvares Cabral no Recife


HISTÓRIAS INUSITADAS DO RECIFE E ADJACÊNCIAS
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NETO DE PEDRO ÁLVARES CABRAL NO RECIFE
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Clóvis Campêlo
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Na manhã do dia 30 de novembro de 1968, viajando em três aviões da Forças Aérea Brasileira, chegou ao Recife a missão portuguesa que participou das comemorações cabralinas no Brasil.
Na comitiva, chefiada pelo ministro adjunto do Conselho português, engenheiro Alfredo de Queiroz Vaz de Pinto, veio o garoto Bernardo João de Oliveira, de 11 anos de idade, conde de Castelo Melhor e décimo sexto neto de Pedro Álvares Cabral.
O garoto, que na época cursava o segundo ano primário no Liceu Padre Antônio Vieira, em Lisboa, lamentou não ter visto Pelé em sua primeira viagem ao Brasil, nem ter podido adquirir um berimbau na Bahia.
A comitiva hospedou-se no Grande Hotel, no centro do Recife, e às 13 horas almoçou com o governador Nilo Coelho, no Palácio dos Campos das Princesas.

Às 17 horas, a comitiva foi homenageada pela colônia lusitana, no Gabinete Português de Leitura, e à noite participou do Baile das Debutantes, no Clube Português.
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Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 1968.

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